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Criação com apego – entenda a teoria do apego

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Você já deve ter escutado a expressão “criação com apego” ou “criando com apego” e “teoria do apego”. Isso se trata de algumas técnicas que valorizam a criação de vínculos fortes entre pais e filhos.

Alguns defensores da criação com apego reforçam três pilares principais: amamentação, bebê bem grudado em você e cama compartilhada entre pais e filhos. A ideia principal é que os pais mantenham esses hábitos até que as crianças cresçam e elas mesmas decidam que não querem mais.

Mas na verdade, a criação com apego é uma filosofia e ciência bem mais ampla. Ela não se resume apenas nesses três pilares. Criando com apego não significa que você tem que amamentar por muitos anos, ou dividir a cama com a criança já crescida.

A ideia desse tipo de criação é garantir a segurança emocional da criança e, para isso, a teoria do apego defende que a criança deve ter suas necessidades básicas atendidas prontamente, com empatia, respeito, dedicação e paciência. Inclusive baseia estas afirmações com inúmeros estudos neurocientíficos, que comprovam o desenvolvimento harmônico e organizado de um cérebro que vivencia relações de respeito e amorosidade.

Criando com apegoEducação Positiva

A criação com apego tem o objetivo de garantir a segurança física, psíquica e emocional da criança, como falamos anteriormente. Além disso, garantir suas necessidades básicas, que se resumem em: proximidade, proteção, previsibilidade e diversão.

A teoria do apego foi idealizada nos anos de 1950 e destaca que os bebês têm uma forte necessidade de segurança no começo da vida (necessidade esta que, não correspondida, transforma todo o curso de sua vida psíquica e emocional) e que isso significa estar perto de quem cuida deles.

A proximidade com os pais ou cuidadores, é o ponto de partida para que a criança desenvolva uma ligação segura com adultos, de acordo com o movimento de “criação com apego”. Essa proximidade física é especialmente importante nos primeiros anos de vida. Manter o bebê perto faz com que a pessoa que cuida dele, geralmente a mãe, seja capaz de responder prontamente às suas necessidades.

Esse tipo de atitude pode facilitar INCLUSIVE o sono infantil , e isso é explicado porque, ao responder atentamente às demandas do filho, a mãe o prepara para desenvolver o controle das próprias ações. Ao desenvolver esse controle e a segurança, o bebê se sente mais seguro para dormir e amamentar, por exemplo.

Quando a criança nasce pode ser difícil saber do que ele está precisando em determinados momentos. Mas existem algumas maneiras de atender às necessidades dele se você quiser seguir com a criação com apego:

  • É essencial amamentar por livre demanda, ou seja, dar de mamar sempre que o bebê quiser. Além de se sentir alimentado, o bebê se sente aconchegado pelo cheiro e calor da pele materna. Entender que vai além do alimento!
  • Se o bebê toma leite na mamadeira, a mãe pode segurá-lo próximo, olhar nos olhos dele e prestar atenção aos sinais de que mamou o suficiente, evitando que outros cuidadores o alimentem. Ter um cuidador principal, como ocorre no seio, faz-se imprescindível.
  • Colocar o bebê em um carregador do tipo mochila ou sling, considerando que precisam de contato não só quando choram.
  • Dormir no mesmo quarto que o bebê (ou na mesma cama), para atendê-lo rapidamente à noite.
  • Conversar com o bebê e interagir quando ele estiver desperto.
  • Tratar o choro da criança – e as birras, conforme vai crescendo – como a maneira que ela tem para se comunicar. Quando o bebê está chorando, significa que ele está pedindo ajuda ou orientação e conforto quando tem um acesso de raiva.

Sono InfantilEducação Positiva e Apego Seguro

Através dessas experiências, a criança se sentirá mais confortável para dormir (ponto positivo para o sono infantil) e, levando a criação da criança dessa maneira você poderá, logo, utilizar da educação positiva.

A educação positiva é um tipo de educação baseada na positividade. Sem punições e sem recompensas. É uma forma de educar a criança preocupando com sua formação integral. Com foco em afeto, compreensão, respeito mútuo e aprendizado mútuo.Quer saber mais sobre a educação positiva, sono infantil, apego seguro e a teoria do apego? Acesse nosso blog.

Educação parental: O que é a parentalidade positiva?

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A educação positiva é uma filosofia que preconiza o uso da não-violência na comunicação entre pais e filhos. Ela é baseada em respeito mútuo e ensina que os seus pequenos, antes de serem seus filhos, são seres humanos. O objetivo da educação positiva e da parentalidade positiva é criar seres adultos íntegros, independentes e felizes.

Em outra postagem falamos sobre a parentalidade positiva e seus benefícios, assim como a educação parental e a educação positiva.

Nessa postagem vamos aprofundar um pouco mais sobre a parentalidade positiva, apego seguro e a criação com apego. Vamos lá?

Parentalidade positiva e o apego seguro

O apego seguro tem como objetivo desenvolver crianças felizes e contribuir para que elas saibam lidar com situações adversas da vida de forma independente. O apego seguro também preconiza um olhar respeitoso, empático, carinhoso e gentil com os filhos, a fim de transmitir segurança e atender às necessidades dos pequenos.

Educar os filhos não é uma tarefa fácil, intuitiva. Temos esta expectativa, mas a realidade é muito diferente. Com todo amor por eles, nos vemos muitas vezes perdidos, desrespeitosos, irritados, lutando por poder. A criação com apego é um meio de educá-los de forma amorosa, com um olhar amplo para o adulto que essa criança se tornará, partindo de uma relação que preza a responsabilidade pessoal para que tenham, verdadeiramente, responsabilidade social. Sabemos que alguns adultos possuem certos receios em relação a criação com apego e, sobre isso, podemos observar nessa publicação.

Mas o que, realmente, pode ser passado através da criação com apego e  parentalidade positiva? Bem, de acordo com a literatura sobre criação com apego e parentalidade positiva, podemos destacar alguns pontos:

  • Orientar ao invés de brigar
  • Liderar ao invés de mandar
  • Ensinar ao invés de corrigir
  • Cuidar ao invés de exercer ‘funções’
  • Emponderar ao invés de elogiar
  • Nutrir ao invés de alimentar
  • Sensibilidade e reconhecimento das necessidades das crianças.
  • Ser consciente e não ‘consistente’.
  • Comunicação não violenta (educação positiva).
  • Promover segurança Emocional
  • Conhecer e respeitar os estágios de desenvolvimento da criança
  • Estabelecer limites, a começar reconhecendo os seus
  • Empatia com os sentimentos das crianças.

Esses são alguns pontos que podem te ajudar a fortalecer os laços emocionais com o(s) seu(s) filho(s). É a partir daí que a criança começa a vivenciar uma relação onde os adultos gerenciam seus próprios sentimentos e comportamentos. É a partir disso que a criança desenvolve a autoconfiança e a autoestima e a capacidade de também gerenciar seus sentimentos.

Esse é o apego seguro, compreende? Crianças que crescem num ambiente emocionalmente seguro, o que os fortalece para vivenciarem os desafios da vida de forma madura e respeitosa, ou seja, as crianças ‘seguramente apegadas’ têm mais chances de lidar com desafios da via e do dia a dia.

Educação positiva e apego seguro

Sabemos que atualmente, na maneira em como vivemos e na maneira que o mundo é, algumas coisas podem influenciar na sua capacidade de ser sensível e receptivo(a) ao nosso filho(a). Estamos falando de prioridades concorrentes: excesso de trabalho, tarefas do lar, desafios familiares e, principalmente, alto uso de dispositivos móveis. Tudo isso pode acabar “tirando a concentração” e atrapalhando nosso vínculo afetivo com o nosso(s) filhos(as).

Por exemplo, alguns especialistas estão preocupados com os efeitos que os ‘pais distraídos’ podem ter no vínculo emocional e no desenvolvimento da linguagem, interação social e segurança das crianças.

À medida que as crianças crescem, é importante lembrar que dar a elas o que elas precisam não significar dar a elas tudo o que querem. Elas precisam aprender a gerenciar emoções, a se comportarem em determinadas situações, pensar em uma nova tarefa ou se relacionar com amigos.

Tudo isso pode ser passado pelos pais e a educação positiva e o apego seguro tem meios que podem facilitar essa atenção básica aos pequenos.

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Criação com apego e o impacto nas relações adultas – Tipos de apego seguro

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O conceito da Teoria do Apego surgiu a partir do estudo do vínculo desenvolvido por recém-nascidos com suas mães e outros cuidadores. Ela se estabeleceu através da necessidade de procurar entender melhor como os vínculos entre mãe e filho eram desenvolvidos. O apego seguro significa um vínculo afetivo ou a ligação entre um indivíduo e uma figura de apego (pais e/ou cuidadores).

Assim como a criação com apego, a educação positiva ajuda os pais a despertarem uma visão e um comportamento empático com os filhos. O objetivo é identificar a necessidade dos pequenos e tentar se comunicar por trás desse comportamento.

Já falamos em outras publicações que a criação com o apego não é a solução para todos os problemas, mas é um caminho de consciência que nos permite sermos mais assertivos com nossos filhos,  e que nos mostra que não devemos esperar que os pequenos se manifestem com relação ao nosso bem-estar, mas que somos nós quem proporciona o bem-estar deles. Isso faz com que a criança desenvolva maior responsabilidade pessoal, que se manifestará pelo resto da sua vida em responsabilidade social.

Tipos de apego seguro, disciplina positiva e os adultos

As pessoas com apego seguro tendem a ter opiniões positivas sobre si mesmas e sobre seus parceiros. Consequentemente elas tendem a ter opiniões positivas sobre seus relacionamentos.

Essas pessoas relatam maior satisfação em relação a si mesmas e, consequentemente harmonia em seus relacionamentos do que pessoas com outros estilos de apego. Elas se sentem seguramente confortáveis tanto com a intimidade quanto com a independência. Este é o resultado da vivência do apego seguro na infância.

Temos, também, o apego evitante, ambivalente e desorganizado e cada um mostra o nível de independência das pessoas, de comprometimento com relacionamentos, intimidade e dedicação com seus parceiros. Tudo isso acaba refletindo na criação com apego também de seus pequenos.

Pessoas com um estilo de apego evitante desejam um alto nível de independência. Elas, frequentemente, tentam evitar completamente a intimidade. Veem a si mesmos como autossuficientes e invulneráveis a sentimentos associados com estarem intimamente ligados a outros. Normalmente negam necessitar de relações íntimas.

No apego ambivalente, as pessoas buscam por altos níveis de intimidade, aprovação e receptividade de seus parceiros. Elas valorizam a intimidade a tal ponto que se tornam excessivamente dependentes de seus parceiros. Normalmente duvidam de seu valor como parceiros e culpam-se pela falta de receptividade de seus parceiros.

Pessoas com apego desorganizado têm sentimentos mistos sobre relacionamentos íntimos. Ao mesmo tempo que desejam ter relações emocionalmente íntimas, tendem a se sentir desconfortáveis com a intimidade emocional. São sentimentos confusos e combinados que, às vezes, inconscientemente, gera pensamentos e opiniões negativas sobre si mesmas e seus parceiros.

Cada um desses estilos de apego afetam no tipo de apego que as pessoas demonstram aos seus filhos. E existem muitos fatores que podem influenciar nossa adaptação ao vínculo com eles.

Educação parental Educação positiva

Sabemos que um bebê é incapaz de cuidar de si mesmo. Ele depende dos pais para conseguir alimento, contato, carinho, segurança, dormir e aprender sobre si mesmos e sobre o mundo. Pessoas com estilos de apego diferentes demonstrem isso de maneiras diferentes. 

A educação parental tem uma grande contribuição para os pais e para os filhos. Integra teorias e conhecimentos para orientação dos pais, responsáveis e escolas sobre como acompanhar e promover o desenvolvimento saudável das crianças dentro de uma perspectiva que envolve a autonomia, melhoria da relação familiar e ajuda no desenvolvimento pessoal de ambos.

Da mesma maneira, acontece com a educação positiva. A educação positiva é uma das ferramentas mais poderosas nesse meio. Se trata da comunicação não violenta, em aprender a se comunicar sem culpar, sem julgar e de maneira gentil, conectando pessoas e fortalecendo relações.

Todos esses fatores influenciam na possível mudança com que os pais podem ter com o seu tipo de apego. Permite-nos conscientizar do nosso comportamento e da nossa dificuldade em lidar com nossos filhos. Ter esta consciência faz-se crucial para criar um vínculo importante com nossos filhos.

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Apego seguro – como melhorar a relação com seu filho

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O apego seguro é muito importante para a qualidade da relação afetiva entre pais e filhos. Além de fortalecer a relação, protege a saúde mental dos pequenos. O foco da criação com apego são os pequenos, nas necessidades vitais das crianças.

O apego seguro defende que todas as crianças estabelecem um apego com pais e/ou cuidadores. Esse apego depende da atenção que dedicamos aos filhos, na rapidez e na eficácia com que os pais atendemos às suas necessidades, compreendendo os sentimentos da criança e dando consolo e segurança.

A maneira com que homens e mulheres interagem com seus parceiros enquanto adultos tem muito a ver com seus estilos de apego e o apego é influenciado ou desenvolvido durante a infância. 

É normal e natural que os bebês/crianças busquem suas primeiras figuras de apego como protetores quando se sentem ameaçados e nessa publicação vamos falar sobre como melhorar a relação com o seu filho e a criação com apego.

Educação parental Criando com apego

A educação parental contribui bastante para que os pais desenvolvam maneiras alternativas de lidar com os filhos. É um conjunto de técnicas de orientação aos pais sobre como educar as crianças dentro de uma perspectiva que envolve a autoeducação.

A educação parental (ou educação positiva) visa melhorar a relação entre pais e filhos, ajuda no desenvolvimento pessoal e muda a maneira como devemos tratar a todos, incluindo nossos filhos. Juntamente com o apego seguro, a educação positiva é uma maneira de ajudar os pais a superarem problemas com a educação dos filhos.

A ideia é entender o quanto destruímos psiquicamente as crianças com a educação/disciplina punitiva e passamos a atitudes mais saudáveis e imprescindíveis para o desenvolvimento neuro cerebral sadio deles. Entender sobre o desenvolvimento infantil, o porquê da criança estar tomando certas atitudes, cuidar para que as crianças tenham suas necessidades atendidas, com empatia e respeito e, o melhor ponto, ajudar as crianças a desenvolverem a autoestima, a autorresponsabilidade e a autoeducação. 

Como já falamos, o apego seguro protege a saúde mental dos pequenos. Mas o apego seguro também serve para ajudar os pais e/ou cuidadores. Essas figuras são tão importantes que muitas vezes as culpabilizamos. É importante lembrar que eles já tiveram suas próprias experiencias, e o que acontece é que talvez nunca tenham sido ensinados a agir de forma diferente.

É muito difícil para um adulto ser capaz de dar ao seu filho um apego seguro se ele ou ela tem um apego inseguro ou ansioso. É importante que os cuidadores trabalhem este aspecto, seja sozinhos ou com a ajuda de um educador parental (na Escola da Educação Positiva, formamos estes profissionais).

Criando com apego é mais que apenas criar ou se dedicar, é se conhecer, conhecer seus limites, aquilo que precisa desenvolver em você mesmo, para conseguir promover os 3 pilares fundamentais do apego seguro: sensação de constante segurança, desejo de proximidade e a regulação emocional.

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A criação com apego envolve vários pontos que são cruciais para vocês e seus pequenos se aproximarem. Mais do que um conjunto de práticas de aproximação, ele preconiza a responsabilidade com as necessidades das crianças e a sensação de segurança que eles precisam sentir para que seu desenvolvimento aconteça da melhor forma possível.

A educação parental baseada em apego seguro possui 8 princípios que devem ser levados em consideração:

  • Preparar-se para a gravidez, para o parto e para a educação
  • Alimentar com amor e respeito
  • Responder com sensibilidade
  • Promover o contacto físico
  • Garantir um sono física e emocionalmente seguro
  • Proporcionar cuidados amorosos consistentes
  • Praticar a disciplina positiva
  • Procurar um equilíbrio entre a vida pessoal e a vida familiar

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Desmame noturno – Criação com apego e educação parental

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O desmame noturno pode ser feito de diversas formas, e muitas mães desejam que o processo seja feito de forma mais leve possível, sem sofrimento para a mãe e para o bebê. O desmame noturno gentil deve ser realizado de forma consciente, ainda mais por sabermos que normalmente as noites são turbulentas e que também diz respeito à alimentação do pequeno.

Chega um ponto em que a criança tem todas as suas refeições, come bem, está com o peso e o desenvolvimento adequado e, quando esse momento chega, a mãe pode querer diminuir as mamadas da madrugada ou mesmo fazer o desmame noturno gentil de forma total.

Nessa postagem vamos falar mais um pouco sobre o desmame noturno e como a educação parental e a criação com apego pode ajudar nesse ponto.

Desmame noturno Apego Seguro

Se você está exausta de amamentar a noite ou levantar inúmeras vezes para preparar a mamadeira do seu bebê, é importante que considere as razões pelas quais ele está solicitando aleitamento durante a noite de forma repetitiva.

Ao invés de querer controlar o alimento noturno, garanta que a alimentação durante o dia seja completa e adequado para a idade. Mas mais importante ainda é garantir que a ALIMENTSAÇÃO EMOCIONAL com seu filho está adequada, afinal, o contato que o filho tem conosco durante a amamentação, diz muito mais sobre relações do que sobre calorias. Então, se você deseja mesmo que a demanda noturna se reduza, durante o dia REDOBRE SUA ENTREGA E CONEXÃO com seu filho:   Converse muito – olho no olho, escute-o, conte historinhas e faça brincadeiras… sinta-se responsável por alimentar sua necessidade de contato emocional com a mãe.

Claro que o apego seguro preconiza a atenção aos pequenos de maneira respeitosa e empática. Logo, se você se organiza para encontrar mais momentos de troca emocional com o seu filho durante o dia (com a mesma atenção que temos com a importância da alimentação diurna), você vai perceber que o seu bebê vai acabar se sentindo ‘satisfeito’ com o contato que há com aquele ser que supre suas necessidades físicas e emocionais, e assim, o desmame noturno vai acontecendo de forma NATURAL, verdadeiramente.

Outra dica importante: se, na amamentação, nosso filho está em contato conosco durante a alimentação, tente promover também contato enquanto o alimenta! Tire-o do cadeirão, coloque em seu colo! Essa atenção especial para alimentar o bebê durante o dia, brincar com ele, dar atenção, e atender suas necessidades são primordiais para que você consiga chegar a um ponto em que a mamada noturna não será mais necessária.

O desmame noturno vai acontecendo aos poucos: pode iniciar aos 4 meses de vida do bebê. Alguns vão espaçando as mamadas e elas vão se tornando cada vez mais curtas e uma hora eles não acordam mais para mamar. É fantástico, não é?

Acontece é que nem todos os bebês são assim. Alguns precisam de mais atenção em relação à nossa entrega física e emocional. Para o desmame noturno é preciso que estejamos conscientes do papel da amamentação, que vai além das necessidades fisiológicas. 

Como já falamos em outra postagem, não existe uma idade fixa para o desmame noturno gentil. Depende dos sinais que a criança nos dá e de como entendemos que as mudanças para esse processo são em nós, mães, e não no controle das necessidades do filho. 

Priorizar o sono pode ser uma das razões para buscarmos este desmame noturno, mas para tal é preciso um investimento na qualidade de contato durante o dia ao invés do controle da alimentação de madrugada. Não termos a intenção de diminuir a ingestão calórica de noite sem ter atenção em manter as mamadas durante o dia e momentos de qualidade. Esse sim é o processo indispensável e importante para começar o processo de desmame noturno gentil.

Se deseja acabar com as mamadas noturnas e manter a amamentação durante o dia, saiba que é perfeitamente possível. Só depende das nossas ações.

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Quando o bebê se alimenta durante o dia e acaba acordando de madrugada para as mamadas, é por necessidade e não porque está acostumado com aquela rotina de acordar para mamar. Ele faz isso não pela fome, mas porque o seu corpo precisa de contato com seu cuidador principal. Ignorar estas necessidades é o que mais impacta na nossa relação com nossos filhos e no equilíbrio de deu desenvolvimento emocional.

Além disso, se a necessidade de dormir está associado à mamada noturna, aproveite esta oportunidade para também ter uma troca emocional com a acriança, o que ajuda na redução dos despertares noturnos. Esqueça as associações de sono, não existem

O desmame noturno gentil precisa ser preparado e realizado de maneira correta. O tempo é o bebê quem dá os sinais. Tem que ser um processo suave tanto para a mãe, quanto para o bebê. Não se cobre impondo datas, e metas para que isso aconteça. Isso pode aumentar sua ansiedade e piorar os despertares.

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Apego seguro – Entenda a “Teoria do Apego”

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O apego seguro é um dos 4 tipos de apegos presentes na teoria do apego. O conceito de apego seguro surgiu, juntamente com o apego evitante, apego ambivalente e o apego desorganizado, a partir do estudo do vínculo desenvolvido por recém-nascidos com as suas mães e/ou cuidadores.

Os estudos foram iniciados pelo psicanalista John Bowlby, que esteve em contato com crianças órfãs e sem lar que apresentavam muitas dificuldades após a Segunda Guerra Mundial, perante o afastamento compulsório de suas mães. Na teoria, o apego significa um vínculo afetivo ou ligação entre um indivíduo e seu cuidador principal, que responde suas necessidades com assertividade, tornando esse indivíduo seguro e emocionalmente estruturado.

O apego seguro é importante para a qualidade da relação afetiva entre pais e filhos, e defende que todas as crianças estabelecem um apego que, infelizmente, também pode vir a ser inseguro.

Nesse post vamos falar sobre os tipos de apego, a educação positiva, disciplina positiva, educação parental e sobre como funciona a teoria do apego.

Disciplina positiva Apego Seguro

Dentro da criação com apego existem alguns temas interessantes e que devem ser falados. Um deles é a disciplina positiva ou educação positiva.

A maneira como que você foi educado pode não ser a maneira correta de educar seus filhos. O extremo oposto também pode não ser o ideal.

A disciplina positiva preconiza a comunicação não violenta entre pais e filhos. Ela prega uma abordagem com mais firmeza e gentileza, desenvolvendo o senso de responsabilidade, autonomia, cooperação e respeito por si e pelos outros.

Em paralelo com a educação positiva, o apego seguro preconiza um olhar mais respeitoso com as necessidades das crianças, respondendo-as de maneira gentil, transmitindo uma sensação de segurança, ajudando no desenvolvimento da autoconfiança, independência e da tomada de decisões para lidar com o mundo externo.

A proposta da disciplina positiva envolve uma mudança de paradigma, onde ocorre a migração da cultura autoritária e ancorada no medo para um formato de convivência colaborativa, onde todos são ouvidos, respeitados e desenvolvem um senso de comunidade.

Um dos maiores desafios para os pais e/ou cuidadores é a disponibilidade de tempo com “qualidade de presença” para a convivência com os filhos. A rotina diária, as longas jornadas de trabalho, o cansaço e o tempo que dedicamos às telas em geral são fatores que ocupam muito o espaço da convivência em família, sobrando pouca energia para brincadeiras e diálogos. Desta forma, precisamos verdadeiramente abrir espaço para as crianças na nossa vida, na nossa rotina, de forma que possem a se sentir pertendentes e amadas, e não um ‘peso’, um estorvo para a família.

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Um bebê, instintivamente procura uma pessoa para cuidar dele e vínculos para sobreviver. Por exemplo, o bebê não consegue se alimentar sozinho, depende da mãe para conseguir alimentos, calor, proteção, entre outras coisas. 

Os relacionamentos interpessoais sustentam-se por conta da resposta às necessidades que sentimos.  Mesmo os adultos são capazes de se sentirem dependentes de alguém. Tanto que a teoria do apego foi estendida aos relacionamentos adultos no final da década de 1980.

O relacionamento e as interações entre parceiros românticos adultos compartilham similaridades com as interações entre crianças e cuidadores. É possível perceber que existem padrões entre os vínculos que os adultos criam com outros adultos e, como já falamos em outro post, é possível classificar esses vínculos em quatro tipos de apegos:

  1. Apego seguro
  2. Apego evitante
  3. Apego ambivalente
  4. Apego desorganizado

Mais uma razão para entendermos que não é um modismo, uma busca sonhadora ou irreal. É entender que a cada dia é uma nova oportunidade de reescrever nossas relações e buscar cada vez mais transformar nosso olhar para nossos filhos, tão frágeis e dependentes do nosso amor e equilíbrio emocional.

Você quer saber mais como funciona a teoria do apego? Entre em nosso blog e fique por dentro das notícias sobre apego seguro, educação positiva, educação parental, disciplina positiva, tipos de apegos, entre outros.

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