Apego Seguro é uma necessidade humana, não uma escolha

Muitos pensam que para desenvolver uma relação de Apego Seguro com nossos filhos é necessário abrir mão de si, de suas necessidades, em prol da criança. Acreditam que significa que é preciso deixar o trabalho, abandonar o parceiro, renunciar atividades que são gostosas, nutritivas e importantes para si em função da criança, porque demanda tempo desenvolver uma relação de Apego Seguro.

Mas essa é uma maneira equivocada de entender como se concebe uma relação de Apego Seguro. A maioria dos pais pensa que ao se doar para os filhos, dedicando seu tempo a eles e atendendo suas necessidades ao longo do dia, eles se tornarão cada vez mais dependentes, muito pouco autônomos e incapazes de resolver situações desafiadoras por si próprios. Isso é uma crença.

Existe o pensamento que Apego Seguro se trata de um modismo, que é algo que está em voga agora, entendendo que os pais atuais estão muito inseguros e que, por isso, buscam estudar sobre formas de educar seus filhos. Ou então que Apego Seguro é um estilo de vida desses novos pais, disseminando que eles gostam de compartilhar cama, que a mãe estudou sobre amamentação em livre demanda e por isso ela aplica, é a forma dela se relacionar com esse bebê. Enfim, entendendo que Apego Seguro é uma filosofia recente, dos pais modernos, que demanda tempo, que demanda abrir mão de suas próprias necessidades para atender a criança.

Mas essas são visões deturpadas. Por isso, nesse post, vamos falar sobre a Teoria do Apego contrapondo algumas crenças difundidas por aqueles que não conhecem estudam o tema.

Apego Seguro além das crenças

Os estudos sobre o Apego Seguro iniciaram nas primeiras décadas do século XX. Eles ressaltam a importância de uma relação com vínculo e segurança para o desenvolvimento de todos os animais, inclusive e especialmente os seres humanos. Portanto, não se trata de uma filosofia recente ou modismo.

Outra crença errônea em relação ao Apego Seguro é que torna as crianças dependentes. Além disso, existe também a ideia de que as crianças serão “mimadas”, pouco autônomas e que não conseguirão lidar com seus próprios problemas e desafios. Quando, na verdade, o Apego Seguro, ao propor o atendimento às necessidades das crianças, traz a elas a segurança necessária para se tornarem independente e explorar o mundo à sua volta.

A seguir, você pode conferir uma reflexão da Lívia Praeiro, Educadora Parental, especialista em sono infantil e fundadora da 8 Horas, sobre “O que é uma relação de Apego seguro?”. Assista:

Uma relação fundamental para o desenvolvimento infantil

É imprescindível que a relação de Apego Seguro seja desvinculada dessas crenças de filosofia moderna, que demanda tempo e resulta em crianças dependentes, pois dessa forma ela passa a ser encarada como uma escolha. E Apego Seguro não é escolha, é uma necessidade humana, animal. E a construção de uma relação de Apego Seguro, com vínculo, proteção, contato e amor incondicional é primordial para o desenvolvimento das crianças.

Apego Seguro não faz parte do processo de escolha. É um processo de consciência, de autoconhecimento, de muita clareza em relação às necessidades infantis que cada um de nós teve (e por isso a necessidade do autoconhecimento), que todas as crianças têm e que todo ser humano também tem. É necessário sair desse lugar de escolha, entendendo que quando se fala sobre Apego Seguro, faz-se urgente, necessária e importante uma mudança no olhar de toda a sociedade. Apego Seguro não é escolha, é imprescindível em nossas relações.

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