Agosto Dourado: Mês do Aleitamento Materno

Janeiro Branco, Maio Amarelo, Outubro Rosa, Novembro Azul. Certamente você já ouviu falar sobre essas cores atreladas aos meses, não é? Campanhas de conscientização da população ganham espaço dessa forma. Não é diferente com o mês que comemora-se o Agosto Dourado.

Benefícios da amamentação: Agosto Dourado

A Semana Mundial do Aleitamento Materno é comemorada desde 1992. Em 2017, por meio da Lei nº 13.435, o mês do aleitamento materno foi oficialmente instituído como Agosto Dourado.

O objetivo dessa ação, assim como as demais ações de marketing social, é incentivar a aleitamento materno, uma vez que o leite materno é considerado o alimento de ouro para a saúde dos bebês.

De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda-se o aleitamento materno desde a sala de parto, exclusivo e em livre demanda, até os 6 meses de idade do bebê, estendendo-se até 2 anos ou mais. Dessa forma, a OMS possui como meta, para 2025, aumentar em pelo menos 50% a taxa de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses.

Benefícios da amamentação e do leite materno

  • Evita diarreia
  • Evita infecção respiratória
  • Protege do risco de alergias
  • Previne diabetes
  • Redução em 13% do risco de obesidade
  • Apoia no desenvolvimento intelectual e bucal
  • Protege a mãe contra o câncer de mama
  • Melhora o vínculo afetivo entre mãe e filho
  • Reduz a mortalidade infantil em até 13% em crianças menores de 5 anos

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2019: Empoderar mães e pais, favorecer a amamentação. Hoje e para o futuro!

O tema de 2019 da Semana Mundial do Aleitamento Materno destaca a importância do amparo de toda rede de apoio aos pais, a fim de empoderar mães e pais e favorecer a amamentação. A rede de apoio deve oferecer conforto e segurança para que a mãe consiga amamentar de maneira natural, bem sucedida e superando as dificuldades. É importante ainda que o pai, por exemplo, entenda os limites da mulher e o quanto o estresse influencia nos hormônios e na produção e descida do leite materno.

Sendo assim, Semana Mundial do Aleitamento Materno 2019 está constituído em 4 pilares:

INFORMAR as pessoas sobre as ligações entre equidade de gênero na proteção social de mães e pais e a amamentação.

FIXAR valores amigáveis às mães e pais e normas sociais de igualdade de gênero em todos os níveis para apoiar a amamentação.

ENVOLVER indivíduos e organizações para obter o maior impacto.

REAFIRMAR a ação sobre a proteção social de mães e pais com equidade de gênero para promover o aleitamento materno.

De acordo com a Aliança Mundial para Ação em Amamentação (WABA, sigla em inglês):

“Existem muitas barreiras para a prática ideal da amamentação, sendo uma das maiores a falta de apoio aos pais, em especial no trabalho. O aleitamento materno é um esforço de equipe, que requer informação baseada em evidências científicas e uma cadeia calorosa de apoio. É preciso informar sobre a íntima relação entre a proteção social parental e a amamentação”.

Sendo assim, fica clara a relevância do papel de todos os envolvidos: pais, parceiros, famílias, locais de trabalho, comunidade, profissionais da saúde, uma vez que os benefícios da amamentação são significativos no desenvolvimento da saúde, social e econômico.

Ficou com dúvidas? Saiba mais como amamentar de forma confiante, entre em contato.

 

Amamentação: colostro, leite de transição e leite maduro

Colostro – a primeira fase do leite materno

O colostro, alimento rico em proteínas, é produzido em pouca quantidade no corpo da gestante, em torno da vigésima semana de gravidez. Sua secreção é estimulada por meio do aleitamento materno, logo após o parto, com durabilidade de mais ou menos três a cinco dias. Portanto, o primeiro leite do recém-nascido será o colostro materno, conhecido como a primeira vacina do recém-nascido.

O colostro tem a consistência mais líquida e o aspecto mais transparente que o leite materno, podendo ser comparado à água de coco. No entanto, contêm mais proteínas, mais anticorpos e menos gordura. Daí a importância de insistir na amamentação, pois o colostro protege o bebê de várias doenças e o alimenta muito bem.

Leite de transição – a segunda fase do leite materno

O leite de transição é a fase entre o colostro materno e o leite maduro. O leite de transição descerá à medida que o recém-nascido se amamente, pois quanto mais o bebê suga, mais a produção do leite materno é estimulada.

Importante salientar que a estrutura nutricional do leite materno acompanha o processo de amamentação e o amadurecimento do bebê. Dessa forma, o leite de transição é rico em proteínas e minerais como cálcio e fósforo. Além disso, nessa fase da amamentação, as mamas ficam mais cheias, firmes e pesadas. Mamadas frequentes do bebê por meio da livre demanda ajudam a aliviar o ingurgitamento.

Leite maduro – a terceira fase do leite materno

O leite maduro, estágio final e definitivo do leite materno, é produzido a partir de duas semanas após o parto. Nessa fase, o líquido é mais espesso e rico em gorduras. A composição do leite maduro é a receita perfeita e equilibrada para o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê, veja só: macronutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos) e micronutrientes (vitaminas, como a vitamina A e C, e minerais, como ferro, cálcio e zinco).

Sendo assim, o leite materno é primordial nas primeiras horas de vida do recém-nascido, quando ele se alimenta do colostro materno, quanto em todo o processo de amamentação, quando o leite humano fornece água e os nutrientes necessários para o bebê.

Dicas de como amamentar corretamente

De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de idade e utilizada como forma complementar até a criança completar dois anos.

Não existem receitas de bolo de como amamentar corretamente, entretanto seguir as recomendações dos órgãos de saúde pode ser uma ótima estratégia de proteger o bebê e ajuda-lo a produzir anticorpos.

Importante também seguir os sinais do organismo, pois durante a amamentação o leite humano nem sempre seguirá suas regras de composição, como do colostro materno, do leite de transição e do leite maduro. Pode acontecer de o leite materno ficar mais fino, aguado, ou mais grosso e cremoso. O importante é não deixar de amamentar!

 

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