Fisiologia do sono – Criação com apego e Consultoria do sono

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O sono é uma necessidade fisiológica básica para o crescimento do corpo, recuperação e revitalização física, amadurecimento cerebral, aprendizado e memorização. Alguns bebês chegam a dormir de 16 a 20 horas por dia nos primeiros dias de vida, enquanto outros dormem de 8 a 10 horas.

Mesmo que cada criança recém-nascida tenha diferentes necessidades de sono, é importante que os pais conheçam um pouco da fisiologia do sono e o funcionamento do sono dos bebês.

O sono é um estado neurológico presente em todas as espécies animais superiores e suas funções ainda não foram completamente definidas. Dormir e descansar são ações diferentes, o descanso sem dormir não proporciona a mesma sensação de renovação que experimentamos após uma boa noite de sono.

Fisiologia do sono

O sono tem uma relação direta com a saúde mental. Ele é essencial para o bem-estar neurológico e psicológico, além de desempenhar várias funções na regulação do organismo. O sono é determinante na regulação da homeostasia do nosso organismo, contribuindo para manter o equilíbrio do meio interno. Ele ajuda na conservação do organismo, restauração de tecidos, organização da memória e seleção de informação, consolidação do sistema imunológico e secreção de hormônio do crescimento em crianças e adolescentes.

A privação do sono pode levar à exaustão, dano físico de tecidos corporais, disfunções no sistema imunológico e até o estresse profundo. O hormônio do crescimento, responsável pelo crescimento físico de todo ser humano, é liberado principalmente durante os estágios do sono profundo. Uma disfunção séria no sono poderia levar à liberação insuficiente desse hormônio, comprometendo o amadurecimento corporal.

A quantidade de sono é diferente em cada bebê. Alguns dormem 6 horas ininterruptas e outros dividem o sono e acordam de hora em hora. Para saber se o seu bebê dormiu o suficiente, observe seu comportamento durante as horas de vigília. Se ele demonstrar calma, facilidade de relacionar-se e de se manter em alerta, tudo vai bem. Caso contrário, tente fazê-lo dormir mais um pouco.

Apego Seguro, Disciplina positiva e a quarto ou cama compartilhada

Um dos princípios da criação com apego é aprender a respeitar e compreender o horário de sono da criança. Os princípios da criação com apego seguro pregam que os bebês precisam se sentir seguros física e emocionalmente antes de fazer qualquer coisa.

É importante que o bebê se sinta seguro durante a noite e uma das práticas mais comuns do apego seguro para ajudar no sono do bebê é o Cosleeping. O cosleeping significa pais dormirem próximos aos filhos. Isso pode ser feito por meio da cama compartilhada, ou com um berço, cama ou moisés acoplado à cama do casal. O objetivo é tornar as rotinas noturnas mais relaxantes, criando hábitos de sono mais saudáveis.

Assim como o sono é importante para o desenvolvimento do bebê, a disciplina positiva e as filosofias que promovem respeito e amorosidade, também ajudam na manutenção do sono da criança, uma vez que pregam empatia, gentileza e afeto na nossa relação com os nossos filhos. Os filhos acabam se sentindo longe do perigo, e se sentem mais seguros para dormir ou explorar o mundo.

Vimos que o sono do bebê é importante para a manutenção do seu desenvolvimento. E que a disciplina positiva e a criação com apego agem diretamente no sono da criança.

Quer saber mais sobre o sono do bebê? Precisa de uma consultoria do sono? Entre em contato com uma de nossas consultoras (tem sempre uma perto de você) e saiba mais sobre apego seguro, disciplina positiva e fisiologia do sono.

Consultoria do sono: como tratar o terror noturno

Entenda o que é terror noturno

Você sabe o que é terror noturno e como pode ser tratado? Terror noturno é um distúrbio do sono mais comum em crianças, mas pode acometer o adulto. O sono infantil tem muitos segredos que só aparecem com o decorrer do tempo, mas como uma consultoria do sono tudo pode ser resolvido de forma leve e mais consciente para os pais e filhos. Durante a noite podem acontecer episódios de poucos segundos ou minutos, onde a criança pode sentar na cama, gritar, abrir os olhos, correr pela casa, chorar inconsolavelmente, etc. e não acordar, não se lembrando do acontecido no outro dia. O importante é manter a calma para que nada acorde a criança de forma abrupta.

É comum os pais ficarem preocupados, sentir o que chamamos de culpa materna, acreditando que está acontecendo algo muito ruim com seus filhos e, na tentativa de acalmar a criança, acordam e levam o pequeno para dormir com eles, fazendo a cama compartilhada. Nestes casos, não há decisão certa ou errada. Cabe aos pais a decisão do que fazer, conforme os hábitos e sua forma de cuidar dos filhos, para que alivie a culpa materna. No entanto, vale entender o que pode estar acontecendo com a criança, para que a decisão de levá-la ou não para a cama e fazer a cama compartilhada, acordá-la ou não no meio da noite, seja tomada de forma consciente.

Trate o terror noturno por meio da consultoria do sono

A consultoria do sono dá todos os aconselhamentos para que a família se sinta segura e não procure problemas aonde não tem, entendendo mais sobre a fisiologia do sono. Importante, também, é saber diferenciar pesadelo do terror noturno infantil que acontece na fase “Não-REM”. Conforme sugerem os especialistas, se deve provavelmente à imaturidade do sistema nervoso central da criança. Embora os pais possam se assustar, é algo natural e que acontece com algumas crianças. Esse processo de maturação acontece aos poucos, de acordo com o crescimento, tornando os episódios cada vez mais raros, até se extinguir de vez na adolescência.

Os episódios de terror noturno são relativamente comuns em crianças e elas acabam ficando inseguras de dormirem sozinhas, mas as pesquisas sugerem que não há prejuízos na vida delas, ou seja, não vai atrapalhar seu desenvolvimento. Os pais precisam ficar atentos se os episódios de terror noturno, forem muito frequentes, como, por exemplo, todas as noites, mas, se acontecer uma ou duas vezes por semana, é mais provável que seja apenas uma fase. Curiosamente, pesquisas indicam que pais que falam dormindo ou são sonâmbulos, têm mais chances de ter filhos com terror noturno.

Aleitamento materno do bebê recém nascido

Qual a importância do aleitamento materno nos primeiros seis primeiros meses de vida do bebê recém-nascido?

Você sabe por que a Organização Mundial da Saúde aconselha que as mulheres façam o aleitamento materno nos primeiros seis primeiros meses de vida do bebê recém-nascido? Porque o leite materno é o alimento mais perfeito para as necessidades nutricionais, além disso, contém uma série de defesas orgânicas que o bebê só adquirirá depois do contato com os estímulos externos que podem gerar doenças no bebê recém- nascido. Durante a gestação da mulher, a placenta estimula a liberação dos hormônios estrogênio e progesterona, que são responsáveis por dar início ao complexo sistema que torna a lactação possível.

O aleitamento materno promove anticorpos contra as infecções mais comuns e diminui, assim, o risco de doenças e mortes infantis. Inicialmente, os bebês não possuem essas defesas e precisam recebê-las da mãe, através do leite. O colostro, primeira secreção láctea produzida pela mãe, após a gestação,  já transfere anticorpos para o sistema imunitário do bebê recém-nascido e assim o protege de muitas doenças. Nenhuma fórmula alimentar artificial se mostra igual ou superior ao leite materno, tanto nutricionalmente como em relação à prevenção de doenças.

Sobre a amamentação é importante conhecer tudo que pode esperar mãe e filho nos primeiros meses de vida juntos. Amamentar pode doer, é normal causar febre, entre outros sintomas e os desconfortos intensos ocorrem principalmente durante as primeiras semanas de amamentação, quando o seio ainda está se adaptando para os longos meses que virão pela frente. É uma fase de adaptação, mas pode atrapalhar o bebê mamar.

E quando desmamar o bebê?

Algumas mães escolhem, elas mesmas, o momento para parar e outras deixam que ele demonstre seu desinteresse pelos seios. Essa última atitude parece mais natural e é mais fácil de manejar. O desmame gentil parte do princípio de respeitar a criança e os desejos da mãe. É importante que o binômio mãe e bebê estejam felizes com a amamentação, pois tem que ser prazeroso para ambos, mas se em algum momento não for mais, a mãe pode recorrer ao desmame gentil e amoroso. Não é um desmame em que a mãe se ausenta de casa ou deixa o filho chorando no quarto ao lado por horas seguidas sozinho. No desmame gentil, a mãe acolhe a criança, conversa, regula as mamadas de dia, troca um momento de mamada por uma brincadeira juntos, faz ‘combinados’ para só mamar durante o dia, enfim, é algo mais amoroso e respeitoso. E também pode começar com o desmame noturno, tirar o peito aos poucos , em determinadas horas do dia e a criança passar a ter noites de sono sem interrupções. Entender a fisiologia do sono neste momento é muito importante para ter mais conhecimento a respeito do sono do seu filho e entender quando seria o momento ideal para fazer o desmame noturno.

Oferecer outro alimento e introduzir alimentos diferentes aos poucos é uma estratégia também. Muitas literaturas indicam o desmame aos dois anos de idade mas isso vai ser leve se seguir a rotina de vida da mãe e necessidades do bebê.

O sono do bebê de 2 meses: como fazer o bebê dormir a noite toda

Como fazer o bebê dormir a noite toda

Primeiramente vamos estudar como seu filho de 2 meses se comporta. Daí, então, entender um pouco mais sobre o sono do bebê e como fazer o bebê dormir a noite toda.

O importante é começar a observar quais as necessidades do seu filho e qual seria a rotina de um bebê de 2 meses. Dessa forma, tanto o bebê quanto os pais poderão ter mais tranquilidade no dia a dia.

Aí vem uma grande novidade: apesar de você ouvir amigas e parentes dizendo “bebê não dorme” ou “ bebê de 2 meses dorme muito” , cada bebê é de um jeito e  antes de acreditar que um bebê de 2 meses pode dormir a noite toda, é mais importante entender que você vai direcioná-lo pouco a pouco, respeitando as necessidades dele e construindo boas noites de sono segundo a maturidade dele. Nessa idade é esperado que durmam por 3 horas seguidas, o que já representa um bom descanso para as mães insones. Depois de estudar aqui com a gente vai ficar fácil entender como fazer bebê dormir.

O bebê com 2 meses já é mais ativo que o recém-nascido, porém ele ainda interage pouco e é normal dormir mais de 15 horas por dia (somando todos os cochilos do dia, mesmo picadinhos, dão um grande volume). Alguns podem ser mais agitados, tensos, outros com sono leve e que não mamam com facilidade, enquanto outros podem ser quietos e calmos, dormir bem e se alimentar melhor.

O sono noturno do seu bebê de 2 meses deve durar cerca de 9 horas de sono (sonecas) durante o dia, com cerca de 6 horas (divididas em dois ciclos) de sono durante a noite, segundo Holland (2004) e (West) 2010.

O sono do bebê de 2 meses ainda não é muito regular, apesar das mães desejarem que nesta fase eles já dormissem bastante, porém é comum aos 2 meses culparmos a amamentação por uma fala expectativa que o leite artificial ajudaria a dormirem a noite inteira. Ao contrário do que se imaginam, bebês que amamentam no seio dormem melhor porque no leite materno que mamam durante a noite, absorvem a melatonina da mãe e estimulam a produção desse hormônio tão desejado em seu organismo durante a noite, enquanto mamam.

O mais importante nessa idade é conseguir entender o que funciona com seu bebê e seguir uma rotina: ter hora de dormir, hora para acordar e então você vai se acostumando com a rotina e vai acordar no dia seguinte mais bem disposta.

O cérebro do seu bebê leva tempo para se organizar, por isso o sono durante o dia parece tão descadenciado. Mas não subestime a natureza, ele está aprendendo, dia a dia, a cadenciar seu ritmo circadiano, que é por reconhecimento do dia e da noite pelo nosso organismo. As sonecas parecerão desorganizadas neste 2º mês de vida, mesmo com rotina definida, mas é um importante caminho a se trilhar. A rotina do bebê vai permitir mais horas de sono pra toda a família e menos despertares durante a noite.

Seu relógio ou ritmo circadiano é regulado por fatores internos como a fome e o cansaço, bem como através de fatores externos, como a luz e a escuridão. Assim, seu bebê provavelmente terá mais períodos acordado durante o dia, sinal que está mostrando interesse em seus arredores. À noite, ele pode estar dormindo por períodos mais longos, chegando alguns bebês a apresentarem períodos de sono continuo de até quatro horas por vez, até o final do segundo mês (Grace 2010; West 2010).

No final deste mês, cerca de doze semanas, a soneca da manhã deve começar a cair na rotina e se manter na mesma hora todos os dias.

Uma ou mais reviravoltas noturnas ainda serão uma característica neste segundo mês (Smith, 2007), para a maioria dos bebês. Não só você, mas ele também está se adaptando a essa nova vida, no caso dele, fora do útero!

Não há maus hábitos nessa idade; seu bebê necessita legitimamente de sua ajuda, então fique à vontade para ninar, alimentar e até caminhar com ele, para que adormeça mais rápido. O importante é dormir!

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