Amamentação – Semana Mundial de Aleitamento Materno 2020

amamentacao semana mundial de aleitamento materno 2020

O leite materno é um alimento maravilhoso. Não é à toa que é chamado de ouro branco. Ele possui todos os nutrientes que o bebê necessita na quantidade exata para que ele cresça forte e saudável. Por isso a amamentação é tão importante. O aleitamento materno garante a oferta balanceada de açúcares, proteínas, gordura e vitaminas que ajudam a prevenir doenças futuras como diabetes, hipertensão e obesidade. Aleitamento materno, além disso, é cuidado, amor, carinho, é apego seguro.

O agosto dourado é como um instrumento de conscientização social em prol do alimento mais rico e indispensável para o bebê. Mas é importante virarmos a atenção, também, à saúde emocional das mães e a sua predisposição à amamentação. Não importa a maneira que a amamentação aconteça, pois tão importante quanto nutrir os filhos, é prover o apego seguro, a atenção, o amor, a entrega, o cuidado e o toque.

O agosto dourado está aí! E vamos falar, então, sobre amamentação e sua importância.

Aleitamento materno – Criação com apego

O leite muda sua composição ao longo da mamada. No início ele é mais líquido e contém grande quantidade de proteínas responsáveis pela construção do corpo do bebê e pela imunidade. No final, fica mais espesso e branco, contendo as gorduras e açúcares que fornecem energia para o bebê engordar e crescer e, além disso, o deixam saciado por mais tempo.

Cada bebê tem seu ritmo e as formas de amamentação e nutrição não são as mesmas, pois podem ocorrer via sonda, mamadeira ou direto ao seio. Mas claro, quando podemos promover a nutrição via seio conseguimos ao mesmo tempo proporcionar a oportunidade do contato e da nutrição ao mesmo tempo. Belezas da natureza!

Existe uma enorme pressão da sociedade para o desmame precoce do bebê e se as pessoas soubessem a importância que o leite materno e o contato que a amamentação promove, pensariam duas vezes antes de desestimularem uma mãe a oferecer seu seio. Os novos estudos mostram que o apego seguro com o cuidador e a boa alimentação são capazes de mudar, inclusive, a programação genética da criança, transformando-a em um adulto feliz, seguro, com relações afetivas saudáveis, prevenindo câncer, autismo e doenças degenerativas.

Amamentação – Agosto dourado – Criação com apego

A Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno definiu o tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2020: “Apoie a amamentação para um planeta mais saudável”.

Os objetivos da semana mundial de aleitamento materno 2020 são formados por 4 pilares: informar pessoas sobre os vínculos entre amamentação e meio ambiente/mudança climática; ancorar a amamentação como uma decisão climática inteligente; se empenhar com indivíduos e organizações para maior impacto; e galvanizar ação para melhorar a saúde do planeta e das pessoas através da amamentação.

O agosto dourado tem sido o mês dedicado a conscientização e apoio ao aleitamento materno e o tema desse ano tem vários pontos em comum. Veja só.

Amamentar é o jeito mais rentável, seguro e saudável de alimentar os pequenos, pois além de ser exatamente o que eles precisam, é de graça. Claro, é importante que a mãe cuide bem da sua dieta durante e após a gravidez para garantir aos pequenos todos os nutrientes necessários para crescer e se desenvolver.

Como já falamos, com relação a nutrição, o leite materno possui todos os nutrientes necessários para o bebê, gorduras, proteínas, vitaminas e açúcares. Além disso, também oferecem proteção e até mesmo prevenção contra doenças futuras.

O leite materno é a principal fonte de hidratação necessária para os bebês, demanda pouco do mercado e, consequentemente, do planeta. Pensando assim: para produzir uma lata de fórmula infantil, foi preciso matéria-prima, água, energia, combustíveis fósseis, mão-de-obra e, por aí vai. Enquanto isso, tudo o que uma mulher precisa para manter seu leite forte e nutritivo para os filhos é uma dieta rica, saudável e balanceada.

É claro que a amamentação é importante, mas:

  • Mães que nutrem seus filhos por sonda: tenham orgulho da força que existe e cresce cada dia mais, aí dentro. ⠀
  • Mães que nutrem por mamadeira: tenham orgulho da verdade que carregam nessa escolha, ou na falta dela.
  • Mães que nutrem com o seio: tenham orgulho da entrega para esse gesto, por essa doação!

NUTRIR tem ainda mais sentido quando é entendido e vivido com amor e INTENÇÃO.

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Consultoria do sono: por que o bebê recém nascido chora

Gravidez e o bebê recém nascido

Durante a gravidez muitos pensamentos flutuam na nossa mente como, por exemplo, saber lidar com o bebê recém nascido nas primeiras semanas de vida, como carregá-lo, qual a forma correta de amamentação. Atrelado a isso, também pensamos o que fazer, como fazer e qual o motivo do bebê chorando, não é mesmo?

Para entender melhor sobre esse assunto, precisamos entender que o bebê recém nascido se comunica pelo choro.  Em algumas situações, o bebê chorando pode manifestar algum desconforto como, por exemplo, o aviso da hora da amamentação. Pode indicar, também, o desconforto da famosa cólica em bebê, um dos motivos excessivos do choro do bebê. Alguns profissionais acreditam que a cólica em bebê pode ser causada por dores de estômago ou abdominais.

Mas não se desespere! Essas dicas são para te conscientizar e te acalmar, antes que os pensamentos voltem a flutuar na mente durante a gravidez. O choro do bebê não faz mal e é muito comum. A notícia boa é que o choro em bebê recém nascido ajuda a liberar a tensão ou a evitar sons e sensações que são muito intensas.

Bebê chorando: como identificar o motivo

Normalmente, quando o bebê está com fome e sede, isso quer dizer que está na hora da amamentação. Sendo assim, você perceberá sinais do bebê recém nascido de chupando o dedo e abrindo e fechando as mãos. Para tanto, basta amamentá-lo.

No caso de desconforto, talvez a cólica em bebê, frio ou calor, o bebê recém nascido provavelmente vai se contorcer ou arquear as costas enquanto chora. Importante verificar a fralda além de tentar deixa-lo em uma posição confortável para descobrir o motivo do bebê chorando.

O bebê chorando querendo manifestar sua reclamação vai ser um bebê com choro rabugento. Nada que você fizer vai agradá-lo. Então, papais, percebam o ambiente em que estão e, caso esteja muito barulhento e/ou agitado, leve seu bebê recém nascido para um lugar mais calmo.

Nenhuma mamãe ou papai deseja que seu bebê fique doente, não é? Mas também não precisam achar que o bebê chorando a toda instante significa que ele está doente. Para identificar o bebê doente, basta observar um choro fraco, manhoso e acompanhado de gemidos que querem dizer “estou me sentindo mal”. Fiquem atentos e, caso o bebê recém nascido permaneça assim, leve-o ao pediatra.

O bebê chorando alto e nervoso pode indicar cansaço e sono. Você pode perceber, também, que o bebê recém nascido vai esfregar os olhos e bocejar. Essa dica é fácil: leve seu bebê para um ambiente tranquilo, cante para ele, harmonize o ambiente com luzes baixas e o permita tirar um cochilo.

Por fim, para não te causar preocupações na gravidez e você desfrutá-la com muito sono, procure por um profissional de Consultoria do Sono. Essa é a melhor dica do post, pois com a Consultoria do Sono Materno-Infantil você conseguirá aumentar sua conexão com seu bebê e evitará a insônia para toda a família.

 

Amamentação: colostro, leite de transição e leite maduro

Colostro – a primeira fase do leite materno

O colostro, alimento rico em proteínas, é produzido em pouca quantidade no corpo da gestante, em torno da vigésima semana de gravidez. Sua secreção é estimulada por meio do aleitamento materno, logo após o parto, com durabilidade de mais ou menos três a cinco dias. Portanto, o primeiro leite do recém-nascido será o colostro materno, conhecido como a primeira vacina do recém-nascido.

O colostro tem a consistência mais líquida e o aspecto mais transparente que o leite materno, podendo ser comparado à água de coco. No entanto, contêm mais proteínas, mais anticorpos e menos gordura. Daí a importância de insistir na amamentação, pois o colostro protege o bebê de várias doenças e o alimenta muito bem.

Leite de transição – a segunda fase do leite materno

O leite de transição é a fase entre o colostro materno e o leite maduro. O leite de transição descerá à medida que o recém-nascido se amamente, pois quanto mais o bebê suga, mais a produção do leite materno é estimulada.

Importante salientar que a estrutura nutricional do leite materno acompanha o processo de amamentação e o amadurecimento do bebê. Dessa forma, o leite de transição é rico em proteínas e minerais como cálcio e fósforo. Além disso, nessa fase da amamentação, as mamas ficam mais cheias, firmes e pesadas. Mamadas frequentes do bebê por meio da livre demanda ajudam a aliviar o ingurgitamento.

Leite maduro – a terceira fase do leite materno

O leite maduro, estágio final e definitivo do leite materno, é produzido a partir de duas semanas após o parto. Nessa fase, o líquido é mais espesso e rico em gorduras. A composição do leite maduro é a receita perfeita e equilibrada para o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê, veja só: macronutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos) e micronutrientes (vitaminas, como a vitamina A e C, e minerais, como ferro, cálcio e zinco).

Sendo assim, o leite materno é primordial nas primeiras horas de vida do recém-nascido, quando ele se alimenta do colostro materno, quanto em todo o processo de amamentação, quando o leite humano fornece água e os nutrientes necessários para o bebê.

Dicas de como amamentar corretamente

De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de idade e utilizada como forma complementar até a criança completar dois anos.

Não existem receitas de bolo de como amamentar corretamente, entretanto seguir as recomendações dos órgãos de saúde pode ser uma ótima estratégia de proteger o bebê e ajuda-lo a produzir anticorpos.

Importante também seguir os sinais do organismo, pois durante a amamentação o leite humano nem sempre seguirá suas regras de composição, como do colostro materno, do leite de transição e do leite maduro. Pode acontecer de o leite materno ficar mais fino, aguado, ou mais grosso e cremoso. O importante é não deixar de amamentar!

 

Criação com apego na maternidade: amamentação e laços afetivos

Apego seguro e inseguro, vamos entender?

Na maternidade temos diversos temas a tratar, discutir e aprender. Um que gosto muito é o sobre apego seguro, ou seja, criação com apego.

Vamos entender primeiro a diferença entre apego seguro e inseguro.

O apego se refere ao vínculo que a criança tem com seus pais como fonte de referência desde a primeira fase da vida. No entanto, o tipo de apego pode levar a uma ligação saudável ou então, ao contrário, a um vínculo instável marcado pela ansiedade. Assim se reflete o apego seguro e o inseguro.

O apego na maternidade faz referência de modo direto com essa proximidade marcada pelo amor, ou seja, é o amor e o desejo de ser amado que faz com que exista uma ligação fundamental e tão importante para o desenvolvimento infantil. Um contexto de estabilidade emocional faz a criança crescer com inteligência emocional, alegria e ilusão. Graças à atitude generosa do pai e da mãe, as crianças recebem um carinho especial. Deste modo, a criança sabe que suas necessidades são levadas em conta, se sentindo importante e desenvolvendo laços afetivos.

Já o apego inseguro na maternidade pode ser considerado como desapego, que não gera laços afetivos no desenvolvimento infantil, e se caracteriza pela criança que deixa de ser ouvida em suas necessidades. Esta experiência faz com que a criança chegue à fase adulta e experimente uma sensação de abandono e exílio, deixando feridas em sua autoestima e criando uma desconfiança de vínculo com os demais.

Este tipo de apego inseguro é resultado do comportamento dos pais que incentivaram a independência dos filhos desde cedo, ou seja, não está de acordo com a idade vital da criança. Por exemplo, os pais podem minimizar o significado do choro da criança com a crença de não mimá-la em excesso.

Vale destacar que quando uma criança vive um apego inseguro não significa que seus pais não lhe queriam, acontece que há comportamentos do ponto de vista pedagógico que podem ser melhorados por não haver uma empatia real com as necessidades presentes da criança. O que aprende uma criança quando é questionada e não sabe o que fazer? Aprende a reprimir seus sentimentos.

A relação entre amamentação e apego seguro

A amamentação proporciona laços afetivos, trata-se de um momento de união entre mãe e filho. No entanto, existem muitas mães que não conseguem amamentar. Vale ressaltar que não devem se culpar, pois as oportunidades de criar vínculo com seu bebê são infinitas.

O mais importante para o apego seguro é estar com seu filho, alimentando-o de alguma maneira que nem sempre será no peito. Alimentando ou amamentando com presença, amor e afeto.

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Aleitamento materno do bebê recém nascido

Qual a importância do aleitamento materno nos primeiros seis primeiros meses de vida do bebê recém-nascido?

Você sabe por que a Organização Mundial da Saúde aconselha que as mulheres façam o aleitamento materno nos primeiros seis primeiros meses de vida do bebê recém-nascido? Porque o leite materno é o alimento mais perfeito para as necessidades nutricionais, além disso, contém uma série de defesas orgânicas que o bebê só adquirirá depois do contato com os estímulos externos que podem gerar doenças no bebê recém- nascido. Durante a gestação da mulher, a placenta estimula a liberação dos hormônios estrogênio e progesterona, que são responsáveis por dar início ao complexo sistema que torna a lactação possível.

O aleitamento materno promove anticorpos contra as infecções mais comuns e diminui, assim, o risco de doenças e mortes infantis. Inicialmente, os bebês não possuem essas defesas e precisam recebê-las da mãe, através do leite. O colostro, primeira secreção láctea produzida pela mãe, após a gestação,  já transfere anticorpos para o sistema imunitário do bebê recém-nascido e assim o protege de muitas doenças. Nenhuma fórmula alimentar artificial se mostra igual ou superior ao leite materno, tanto nutricionalmente como em relação à prevenção de doenças.

Sobre a amamentação é importante conhecer tudo que pode esperar mãe e filho nos primeiros meses de vida juntos. Amamentar pode doer, é normal causar febre, entre outros sintomas e os desconfortos intensos ocorrem principalmente durante as primeiras semanas de amamentação, quando o seio ainda está se adaptando para os longos meses que virão pela frente. É uma fase de adaptação, mas pode atrapalhar o bebê mamar.

E quando desmamar o bebê?

Algumas mães escolhem, elas mesmas, o momento para parar e outras deixam que ele demonstre seu desinteresse pelos seios. Essa última atitude parece mais natural e é mais fácil de manejar. O desmame gentil parte do princípio de respeitar a criança e os desejos da mãe. É importante que o binômio mãe e bebê estejam felizes com a amamentação, pois tem que ser prazeroso para ambos, mas se em algum momento não for mais, a mãe pode recorrer ao desmame gentil e amoroso. Não é um desmame em que a mãe se ausenta de casa ou deixa o filho chorando no quarto ao lado por horas seguidas sozinho. No desmame gentil, a mãe acolhe a criança, conversa, regula as mamadas de dia, troca um momento de mamada por uma brincadeira juntos, faz ‘combinados’ para só mamar durante o dia, enfim, é algo mais amoroso e respeitoso. E também pode começar com o desmame noturno, tirar o peito aos poucos , em determinadas horas do dia e a criança passar a ter noites de sono sem interrupções. Entender a fisiologia do sono neste momento é muito importante para ter mais conhecimento a respeito do sono do seu filho e entender quando seria o momento ideal para fazer o desmame noturno.

Oferecer outro alimento e introduzir alimentos diferentes aos poucos é uma estratégia também. Muitas literaturas indicam o desmame aos dois anos de idade mas isso vai ser leve se seguir a rotina de vida da mãe e necessidades do bebê.

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