Educação positiva – Como funciona a disciplina positiva?

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Escolher a melhor forma de educar os filhos exige uma responsabilidade e pode ser um grande desafio para os pais. Dentre as abordagens existentes (de severo a permissivo), a educação positiva e a disciplina positiva estão hoje em destaque porque a ciência já comprova seus benefícios e como a sociedade como um todo se beneficia desse novo olhar para as crianças, numa relação onde não existem atitudes punitivas e nem permissivas.

A educação positiva é uma filosofia que aposta na firmeza com gentileza nas relações com os filhos. Não utiliza de punições ou recompensas como a melhor forma de formação dos filhos nos dias atuais.

A disciplina positiva  e o apego seguro se baseiam também em uma comunicação não violenta. É criar proximidade entre pais e filhos, com amor, na sua forma pura e simples, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo e intelectual da criança. Isso também pode ser chamado de parentalidade positiva, onde o objetivo é educar as crianças com base na educação positiva e apego seguro.

Apego Seguro Parentalidade positiva

A parentalidade positiva se baseia em criar adultos íntegros, saudáveis e felizes. É a criação das crianças de maneira íntegra, dentro dos limites que existem na sua vida, de forma não violenta e com apego seguro.

A ideia da parentalidade positiva é ensinar com base no respeito, empatia, gentileza, promovendo autonomia, estabelecendo limites. O primeiro passo para conseguir engajar nesse tipo de ensinamento é desconstruir a maneira como você foi educado na sua infância.

Bem, o ponto principal da educação positiva com apego seguro é criar crianças mais felizes, contribuindo para a construção de um mundo melhor para todos nós, uma vez que essa criança virá a ser um cidadão feliz. 

Mas como aplicar a educação positiva? Bem, se você tem algumas dúvidas sobre o assunto, pode consultar um educador parental para te ajudar. A vem se tornando cada vez mais normal. É uma ajuda para pais e familiares podem recorrer para adquirir estratégias e ferramentas para lidarem com suas crianças e adolescentes.

A educação parental ensina, através de workshops, palestras e, até atendimentos a domicílio, sobre problemas que crianças e adolescentes podem apresentar e como resolvê-los. A começar pela extinção da violência verbal, as punições, entre outras atitudes violentas.

Educação parental Parentalidade positiva e apego seguro

Como falamos, a parentalidade positiva, o apego seguro, a educação positiva e a educação parental nos levam para o mesmo caminho. A diferença é que na educação parental, o objetivo é lidar com os adultos, pais e/ou cuidadores, tirando o foco da criança e do comportamento da criança, que é só um reflexo da relação entre eles e os pais.

O objetivo principal é utilizar essas filosofias como ferramentas de ajuda para melhorar a qualidade nas relações interpessoais, desenvolvendo estratégias saudáveis para melhor lidar com os comportamentos indesejáveis dos filhos.

Com essa mudança de olhar para a criança e trazendo para nós a responsabilidade de mudanças, nos vemos mais aptos a agir de forma diferente, principalmente com o suporte da criação com apego, que ajuda no desenvolvimento do autoconhecimento, incentiva a propagação do amor verdadeiro dentro das famílias.

Para finalizar, quando os pais estão felizes, os filhos estão felizes. Pais e/ou cuidadores felizes se sentem mais capazes de lidar com os filhos e driblar situações indesejadas, como adultos, sem ‘disputar’ nossas necessidades com a das crianças! 

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Apego seguro: lidando com os desafios da parentalidade positiva

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O apego seguro é muito importante para a qualidade da relação afetiva entre pais e filhos e fortalecer essa relação ajuda a proteger a saúde mental das crianças. A parentalidade positiva, assim como o apego seguro e a educação positiva, ajuda os pais a despertarem uma visão e um comportamento mais empático com os filhos e isso os pais a observarem as necessidades vitais das crianças e atende-las de forma carinhosa e compreensiva. 

O apego seguro defende que todas as crianças estabelecem um apego com seu cuidador principal, mas ele pode ser seguro ou inseguro. Criando com apego depende da atenção que é dedicada aos filhos e na eficácia que os pais atendem às suas necessidades. O mais importante nesse processo é respeitar e aceitar os sentimentos do bebê/criança, dando-lhe consolo e segurança.

Criando com apego Parentalidade positiva

A parentalidade positiva é uma abordagem que é uma escolha,  de um caminho entre a parentalidade rígida (autoritarismo) e a permissiva. Ela rejeita tanto a punição quanto a permissividade e pressupõe que a criança pode desenvolver no seu tempo sua autonomia (sim, não precisamos ‘incentivar’ um contexto natural e saudável) e participar da tomada de algumas decisões, dentro do que é adequado para sua idade, do contexto familiar e de limites respeitosos.

A parentalidade positiva, ou parentalidade consciente, prega a ideia de que, bater ou castigar as crianças não as ensinará a lidar com os próprios sentimentos ou para terem comportamentos adequados. 

A parentalidade consciente parte de um pressuposto de que ao gerar um filho e, ao mesmo tempo que mãe e pai se preparam para o nascimento, também se devem preparar para a parentalidade. E existem 5 dimensões da parentalidade positiva que são importantes nesse processo.

  1. Compreender as necessidades físicas da criança.
  2. Promover a segurança da criança.
  3. Promover o desenvolvimento, comportamento e a estimulação da criança.
  4. Comunicar de forma positiva com o filho.
  5. Exercer uma disciplina positiva através do apego seguro e educação positiva.

Criar e educar os filhos da mesma maneira com a qual fomos criados ou indo para o extremo oposto pode não ser a melhor maneira de educar o seu filho. Não existe uma receita, fórmula, correta para educar seus filhos, mas existem pontos que podem ser relevantes para esse processo.

Educação positiva e os desafios da parentalidade positiva

A notícia boa é que é possível que um adulto transforme uma relação de apego inseguro para apego seguro. O primeiro ponto é cuidar de você e da sua relação com seus filhos. Existem várias maneiras de trabalhar esse aspecto, seja sozinho ou com a ajuda de uma educadora parental.

Existem casos que os pais não conseguem desenvolver um apego seguro com o filho porque ainda não têm ideai de onde começar, como agir e que crenças deve abandonar. Criando com apego envolve a transformação dos pais e do seu modo de pensar e agir para criar novas perspectivas para facilitar o processo de relação pais-filhos.

Às vezes é difícil para os pais prestarem atenção, conhecer bem seu filho para ser responsivo e assertivo, consciente, resiliente e, principalmente, saber consolar e sustentar quando a criança não se sente bem. Porém, com uma boa orientação e foco, você pode alcançar os pilares do apego seguro e da parentalidade consciente e positiva.

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Como educar com disciplina positiva?

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A disciplina positiva consiste em promover um saudável desenvolvimento dos nossos filhos desde uma perspectiva positiva. Apesar de sua origem nos anos 20, começou a ser divulgada apenas nos anos 80 através de Jane Nelsen (e outros autores, mas Jane Nelsen quem ‘batizou’ a expressão Disciplina Positiva) e possui fundamentos importantes para compreender melhor o comportamento das crianças e a forma de abordar sua atitude com o objetivo de guiar as crianças através de uma perspectiva positiva.

Você sabe os benefícios da educação positiva ou disciplina positiva? Elas focam no encorajamento da criança, mas isso não significa ser sempre otimistas, nem ignorar problemas ou mimar as crianças com elogios excessivos. Educação positiva, disciplina positiva e até o apego seguro nos dá ferramentas para  agir com consciência, discernimento e não colocar as nossas expectativas nos outros.

Mas como educar com a disciplina positiva? Como usar da educação positiva e do apego seguro para ajudar com a inteligência emocional infantil

Inteligência emocional infantil Educação parental

Para ajudar no desenvolvimento da inteligência emocional infantil temos que levar em conta uns pilares básicos. A primeira coisa vai ser aprender a identificar as próprias emoções e também temos que aprender a identificar as emoções que os outros estão experimentando.

Temos que aprender a controlar as emoções e para isso devemos encontrar o equilíbrio necessário. Saber o que acontece comigo, o que estou pensando e o que está fazendo com que me sinta dessa maneira para aprender a me controlar.

E educação emocional começa com o conhecimento dos sentimentos, o entendimento dos sentimentos e, em seguida, aprender a lidar com esse sentimento. Ela envolve relacionamentos e saber conviver um com o outro (e consigo mesmo). Envolve respeito, controle das emoções em situações diversas, concentração, superação, aceitação e motivação.

Educar com a disciplina positiva tem como objetivo encorajar crianças e adolescentes a tornarem-se responsáveis, respeitosos, resilientes e com recursos para solucionarem problemas da vida de forma segura. Ajuda a desenvolver a inteligência emocional infantil e ensina habilidades sociais e de vida.

Educação Emocional Disciplina positiva

Algumas pautas podem nos ajudar com a educação parental e a disciplina positiva:

  1. Coloque-se no lugar da criança

Entenda a criança, coloque-se no lugar dela e compreenda as razões de sua conduta. Se você conseguir descer a seu nível ficará mais fácil entender o que está acontecendo.

     2. Pratique uma comunicação positiva

Ajude a criança a pensar, refletir e tomar decisões sobre seu comportamento. Se ela demonstrar uma conduta não adequada, procure conversar e, através de exemplos, explicar como atuar.

    3. Seja seu maior exemplo

Seja um exemplo para seus filhos. Ela irá se espelhar em você. As crianças costumam nos imitar em tudo o que fazemos. Se somos capazes de dar-lhes bons exemplos, ela aprenderá.

   4. Cumpra com suas promessas

Estabeleça os objetivos de conduta que quiser conseguir, envolvendo-a e elaborando um plano coerente e conciso para consegui-lo. A coerência é fundamental no processo de educação. Dizer uma coisa e não cumprir pode confundir a cabeça da criança e possibilitar que ela não consiga se comportar como o esperado.

   5. Pratique a comunicação ativa

Dialogue com a criança, permitindo-lhe explorar as consequências de suas decisões, utilizando o erro como fonte de aprendizagem, em lugar de gritos e castigos para que pague pelo seu erro.

Essas foram umas das dicas sobre a educação positiva. Quer saber mais sobre disciplina positiva, apego seguro, educação parental e inteligência emocional infantil? Entre em nosso blog

Terrible Two – Saiba mais sobre essa fase

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Você já ouviu falar daquela fase em que a criança se torna bem difícil? Sim, aquela dos dois anos de idade. Conhecida, também como Terrible Two, a crise dos terríveis dois anos faz menção a um fase em que a criança está deixando de ser bebê, mas ainda não tem a inteligência emocional de uma criança mais velha. Entre choros e birras, essa fase precisa de compreensão dos pais e nós temos algumas dicas sobre como lidar com o Terrible Two utilizando da criação com apego e educação positiva. Desde já indico uma literatura imperdível, que nos prepara para cada fase de desenvolvimento da criança: Já tentei de tudo!

O Terrible Two é uma fase em que aquele bebê carinhoso, sossegado, que só faz caretas e que os pais derretem, passa a se sentir capaz em demonstrar suas necessidades e LUTAR por elas. A tão desejada autonomia chega aos poucos e fica muito representativa nesta fase. Normalmente a criança começa com birras, gritos e choros incessantes. Mas o por que isso acontece? E como utilizar do apego seguro para lidar com essas situações? Como lidar com esse tipo de comportamento? Criando com apego pode ser uma saída. Afinal, o apego seguro não fala sobre a compreensão, a empatia o atendimento às necessidades da criança? Vamos às dicas!

Criando com apego – Terrible Two

Crianças gostam de rotinas. Elas gostam de um dia-a-dia estruturado para que possam antever e saber o que esperar em cada momento e situação. Isso garante segurança e pode evitar muitos desafios. Por exemplo, estruture uma sequencia: acordar, brincar, descer para o parque, almoço, soneca, brincadeira, banho, janta…enfim, o que fizer sentido para a idade e necessidades fisiológicas da criança.

No terrible two as crianças gritam, e muito. Elas estão aprendendo a expressar suas emoções e sentimentos. Nós adultos sentimos vontade de gritar as vezes (muitas vezes), e não é diferente com os pequenos. A diferença é que, na maioria das situações, eles não conseguem controlar o grito porque não tem desenvolvimento cerebral apto à autorregulação. Na criação com apego utilizar do grito não é uma técnica válida, pelo contrário, ela só vai alimentar a gritaria. Respire fundo, mantenha a calma, fale firme, e siga em frente. É assim que eles aprendem pouco a pouco, dia a dia, a se regularem: sendo corregulados.

Por mais que você pense que tudo que você fala com a criança entra num ouvido e sai pelo outro, não é assim que acontece. As crianças de 2 anos compreendem, cada vez mais, as coisas e os porquês. Porém, a expectativa de que farão aquilo que pedimos é que é falsa. Estão numa fase de lutarem por sua integridade e é o momento de começarmos a exercitar nosso músculo da empatia e do respeito. Mais uma vez caímos no apego seguro e na educação positiva. Uma das principais bases da criação com apego é a paciência para com o seu filho.

Criação com apego – Terrible Two

Para finalizar, temos algumas outras dicas sobre a fase do Terrible Two. Inicialmente, é importante saber que a criança pode dar uma crise em qualquer lugar. Certo? E é aí que entra o que os pais mais temem: a criança se jogar no chão e abrir o ‘berreiro’.

A mudança de ambiente muitas vezes pode irritar as crianças. No supermercado, no shopping, ou até mesmo na padaria. Quando a criança der uma crise em um ambiente diferente, tente levá-la ao ar livre (tirá-la do ambiente que disparou o ‘gatilho’). Isso simplesmente pode acalmar os ânimos da criança e a ajuda a ficar mais calma. Não adianta xingar, brigar, e/ou ignorar seu protesto. Nenhuma  destas atitudes desenvolvem habilidades de vida, ou seja, uma vez que entendemos que somos espelhos, se esperamos que tenham atitudes de autorregulação, devemos ser instrumentos de exemplo e apoio para a regulação emocional, deles.

E, por fim, vamos falar de autonomia. Na criação com apego a ideia é apoiar a criança, compreendê-la e atender às suas necessidades com apego e segurança. Mas, aos dois anos de idade, isso pode vir como um suporte para deixar a criança um pouco mais autônoma. Ela vai gostar de comer sozinha, pentear o cabelo, escolher suas roupas, sapatos, ajudar a cozinhar, entre outras tarefas. Ela precisa se sentir segura para tais tarefas, logo, ofereça ajuda quando necessário. E, acredite, quanto mais autonomia você der, mais confiante e realmente capaz seu filho vai se tornando.

Gostou das dicas? Aqui, em nosso blog sempre trazemos dicas e novidades sobre criação com apego, apego seguro e educação positiva.

Como iniciar um desfralde? Criação com apego seguro

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Cada criança tem o momento certo para o desfralde e é importante saber como deixar essa fase de “como tirar fralda” mais tranquila e sem medos. Por ser um dos grandes desafios da maternidade, é um processo que ainda exige muita atenção dos pais, pois consiste em promover o desejo do pequeno a pedir para ir ao banheiro, quando a vontade de fazer xixi ou cocô surgir.

A criação com apego e a educação positiva são bases que podem ajudar os pais a conseguirem passar por uma fase que é consideravelmente natural, mas se torna difícil ao olhar dos pais porque acreditamos que devemos ‘forçar’ o processo. Uma das bases do apego seguro é atender e responder às necessidades de uma criança com atenção, carinho e, principalmente, com segurança. E aqui inclui o olhar atento ao desenvolvimento da criança e perceber que ela está pronta para o processo, ou seja, ela apresenta capacidade motora e cognitiva para essa fase! Neste post vamos falar sobre o desfralde e sobre como lidar com esse processo, utilizando da criação com apego e da educação positiva, principalmente.

Como tirar a fralda – Apego Seguro

Seu filho está crescendo e descobrindo o próprio corpo. Percebendo mãos, pés e também as suas necessidades. O desfralde é o momento em que a criança passa a perceber que aquilo que está na fralda é ela quem faz. É uma mudança grande na capacidade de autopercepção, diferente de tudo o que a criança já passou antes.

É um processo que todas as crianças passam. E elas passam, tenha certeza. Mas tudo tem seu tempo certo. Não existe uma idade precisa para fazer essa passagem, mas os especialistas afirmam que antes de 2 anos a criança não tem maturidade para encarar essa mudança (uma demonstração de capacidade motora importante é: tirar e colocar roupas sozinho e pular com os dois pés).

Mas como tirar fralda, qual o momento certo? Normalmente o desfralde começa entre 18 meses e 4 anos de idade. Caso você insista antes, você pode se estressar e isso não trará qualquer benefício para ele.

Lembra que falamos sobre o respeito às necessidades dos filhos? Sim, o apego seguro entra aqui, principalmente aqui. Sabe-se que existe um momento ‘X’ da vida da criança em que ela vai sentir a necessidade e vai perceber a hora de mudar, cabe aos pais perceberem isso, dar atenção necessária, com carinho, empatia e segurança.

Como iniciar o desfralde – Educadora parental – Dicas

Vamos a algumas dicas para as mães e pais sobre como acompanhar a retirada da fralda (e não ‘como tirar fralda’. O processo depende de atender e respeitar as necessidades da criança.

A primeira informação é:  observe e apoie a retirada das fraldas no período do dia. A criança só vai dormir sem fralda depois que deixar de usá-las durante o dia. Outra dica é começar no verão. Prefira o verão. Durante o processo a criança vai fazer xixi na roupa algumas vezes até conseguir controlar e, durante o verão, é mais fácil de deixar a criança molhada ou com poucas roupas, como só de cueca ou calcinha.

Mesmo no começo, quando a criança ainda não souber identificar e controlar suas necessidades é importante entender que esse não é MESMO o momento indicado para que você o encoraje a ficar  sem faldas por algumas horas em casa ou na escolinha.

Como falamos, o apego seguro e a educação positiva têm como base compreender, ter empatia, e entender as necessidades das crianças e, além disso, receber a informação e tratar com atenção, carinho e segurança que a criança necessita. Logo, caso a criança faça algumas necessidades em situações inconvenientes, como em festas de colegas ou lugares públicos, é importante que os pais não briguem com a criança. Isso irá diminuir a confiança e segurança da criança nela mesmo, e nos pais.

O desfralde é uma fase complicada e cada vez que os pequenos conseguirem fazer xixi no lugar certo isso deve ser valorizado sem muito alarde, para que ela não associe seu valor com atitudes e sim, sentir-se amada independente das suas atitudes. Elogiar não encoraja uma criança, mas a torna dependente de elogios e insegura.

Quer saber mais sobre a criação com apego, apego seguro e educadora parental? Através do nosso blog você fica por dentro de temas sobre educação positiva, desmame, desfralde, criando com apego e outros assuntos.

Benefícios da Criação com apego no desenvolvimento Infantil

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Criando com apego e Parentalidade positiva – Birra e Manha: desafios da primeira infância

A criação com apego e a Parentalidade positiva ajuda os pais a despertarem uma visão e um comportamento mais empático dos pais com os filhos, sempre com o objetivo de identificar qual necessidade que o filho está tentando comunicar por trás daquele comportamento indesejado, desafiadores como a ‘birra’, desafios com o sono e com a alimentação.

A criação com apego tem interessado cada vez mais as pessoas e isso é algo maravilhoso. Mães e pais que utilizam da educação positiva e o apego seguro, se esforçam muito para promover uma relação de valor, criando o filho com um olhar mais empático, com foco principal em entender e atender suas necessidades, com paciência e serenidade.

Não estou afirmando que a criação com apego é a solução para todos os problemas, mas é o caminho mais assertivo, considerando que não devemos esperar que nossos filhos atendam nossas necessidades de bem-estar e sim, sermos os promotores de bem-estar para nossos filhos que crescerão através desta estrutura fortalecedora, desenvolvendo sua responsabilidade pessoal que se manifesta na responsabilidade social.

Criação com apego – Uma maneira diferente de lidar com seus filhos

Não estou falando que a criação com apego é uma criação que comprovadamente trará resultados e que sua vida vai ser bem melhor, que lhe dará filhos obedientes, quietos e independentes. Na verdade, o apego seguro é um caminho a ser trilhado para se aproximar dos filhos e criar um laço mais afetuoso, efetivo e positivo, que repercutirá por toda a vida.
Mas o foco da nossa conversa agora não é falar sobre isso. Estamos aqui para compreendermos como podemos lidar com os desafios utilizando do apego seguro e da educação positiva.

Pense na situação: você está em uma loja e precisa resolver vários outros problemas e seu filho te pede alguma coisa, um doce. Você sabe que não é o momento para um doce ele começa a fazer uma cena. Faz birra, chora, cruza os braços, grita, chora mais e, quem sabe, até se deita no chão e começa a espernear. Todos sabemos o quão é difícil lidar com situações como esta, concorda?

Bem, não tenha vergonha, primeiramente. Por mais que tenham pessoas ao seu redor observando toda a cena e, provavelmente, possam estar te julgando por não ser uma boa mãe ou um bom pai, ele é o seu filho.

Primeiramente, procure estar tranquilo (a) e entenda que as birras fazem parte do desenvolvimento da criança. Ela ainda não entende muitas das coisas que os adultos vivem e cabe a nós ajuda-la para que possa saber como administrar corretamente seus desejos repentinos.

Como lidar com as birras – Apego Seguro

Primeiramente, as birras não sobre você. Naquele momento a criança está com um sentimento grande demais para ela lidar de uma maneira ‘socialmente aceitável’. Ela não tem ciência de que aquilo está te afetando e nem faz isso de propósito. Por mais que as pessoas estejam te olhando, esperando que você tome alguma providência, não o faça.

Aquele não é o momento certo. A criança não vai absorver nada do que você queira passar.
Lembra que falamos que o apego seguro é sobre estreitar as relações entre pais e filhos? É sobre ter empatia e entender as necessidades da criança?

Pois bem. A dica é: não grite, não ameace com punições ou castigos a criança naquele momento. Tente ajudar o seu filho a lidar com o momento. Abaixe-se, olhe nos olhos, nomeie suas solicitações (“estou vendo que você deseja levar este objeto. É mesmo muito bonito!”). Não tente convencê-lo ou explicar a razão de não levarmos, não é sobre isso. Ela precisa mesmo perceber que foi entendida, que foi vista, e só isso já promoverá uma organização. E só então tente acalmá-lo, dando um abraço, e se achar necessário, peça para respirar fundo e tente falar, calmamente, sobre o que ele deve estar sentindo.
As vezes a criança está tão imersa em suas crises de choro que palavras podem não ser tão eficientes. Tente, nesse caso, abraçar a criança. Estar no colo de quem você ama e que te entende, sempre ajuda a calmar o coração. E não é diferente com nossos filhos.

Vimos que existem maneiras respeitosas de lidar com as crises de choro e birras da criança. E o apego seguro é uma ferramenta importante para ajudar nessas situações, pois a intenção sempre é acolher, respeitar, nomear as necessidades e estar ciente que todo desafio é oportunidade de desenvolvermos em nós a capacidade de corregulá-los.

Quer saber mais sobre a criação com apego? A Parentalidade positiva e o apego seguro? Entre em contato conosco e saiba mais sobre educação positiva, criando com apego e outros assuntos sobre os pequenos, inscrevendo-se na nossa mentoria ou na certificação para pais da Escola de Educação Positiva, a certificação em Atuação consciente.

Sinta-se abraçado. Estamos juntos nessa caminhada!

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